Tamanho e Participação do Mercado de Ervilhas na América do Sul

Mercado de Ervilhas na América do Sul (2026 - 2031)
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Análise do Mercado de Ervilhas na América do Sul por

O Mercado de Ervilhas na América do Sul foi avaliado em USD 1,21 bilhão em 2025 e projetado para crescer de USD 1,28 bilhão em 2026 para atingir USD 1,66 bilhão até 2031, a um CAGR de 5,34% durante o período de previsão (2026-2031). A demanda gira em torno da mudança nos fluxos globais de isolados proteicos, regras fitossanitárias mais rígidas na Ásia e logística competitiva que direciona mais remessas da Argentina, Brasil, Peru e DZô para regiões dependentes de importações. Investimentos domésticos em plantas de fracionamento, inovação em cultivares que ampliam as janelas de plantio e programas governamentais de saúde do solo reforçam ainda mais os ganhos de área cultivada e a capacidade de processamento, enquanto a integração vertical liderada por traders comprime os custos de frete e sustenta as margens de exportação. Ao mesmo tempo, a expansão enfrenta volatilidade de rendimento nas terras altas andinas, lacunas de armazenamento entre pequenos agricultores e concorrência de preços com as rotações de soja de alta margem. Ainda assim, o mercado de ervilhas na América do Sul apresenta perspectivas de crescimento resilientes, à medida que fabricantes de alimentos, rações e ingredientes buscam insumos proteicos rastreáveis e não geneticamente modificados que possam contornar barreiras tarifárias e antidumping na América do Norte e na Ásia.

Principais Conclusões do Relatório

  • Por geografia, a Argentina liderou com 41,00% da participação no mercado de ervilhas da América do Sul em 2025, enquanto o Brasil registrou o maior CAGR projetado de 8,30% até 2031.

Nota: O tamanho do mercado e os números de previsão neste relatório são gerados usando a estrutura de estimativa proprietária da , atualizada com os dados e percepções mais recentes disponíveis em janeiro de 2026.

Análise Geográfica

A Argentina assegurou 41,00% da participação na receita de 2025 no mercado de ervilhas da América do Sul ao plantar 83.000 hectares, estabelecendo um recorde de exportação de nove anos, beneficiando-se de portos de águas profundas em Buenos Aires, Santa Fé e Entre Ríos. Cultivares de inverno como a PRIMOGENITA FCA-INTA (Facultad de Ciencias Agrarias-Instituto Nacional de Tecnología Agropecuaria) permitem a semeadura 30 a 45 dias antes dos tipos de primavera, distribuindo os picos de colheita e mantendo os elevadores de armazenamento equilibrados. As menores margens da soja e os incentivos governamentais de saúde do solo estão liberando terras para a rotação de leguminosas, ancorando ganhos futuros de volume mesmo enquanto os agricultores gerenciam ervas daninhas resistentes a herbicidas. Esses fatores posicionam a Argentina para defender uma fatia dominante do tamanho do mercado de ervilhas da América do Sul até 2031.

O Brasil registra a trajetória mais rápida da região, com uma taxa composta de 8,30%, à medida que a capacidade de extrusão úmida no Paraná processa de 120 a 500 toneladas métricas mensalmente, e projetos de regras de rotulagem esclarecem os nomes de produtos à base de plantas. Os traders de grãos ampliam as redes ferroviárias e portuárias da soja para apoiar a aquisição de leguminosas, reduzindo os custos de frete e fornecendo aos processadores um fluxo confiável de matéria-prima. A pesquisa pública de sementes e o financiamento privado estão introduzindo novos cultivares de ervilha no Cerrado e nos estados do sul, ajudando o Brasil a passar de importador líquido para exportador de valor agregado no mercado de ervilhas da América do Sul. A mudança reduz a dependência de isolados canadenses e chineses e aumenta a autossuficiência doméstica em ingredientes.

Peru e DZô fornecem nós de crescimento complementares. O Megaporto Chancay encurta as travessias pelo Pacífico em 10 a 12 dias, melhorando a qualidade da ervilha fresca e sustentando a classificação de Lima entre as principais linhas de agroexportação do país em 2024. O portfólio de irrigação do Peru de USD 24 bilhões visa expandir 1 milhão de hectares sob irrigação, com culturas de leguminosas priorizadas em zonas de terras altas, mas os cronogramas dos projetos se estendem até 2030 e além, atrasando os benefícios de estabilização de rendimento. Na DZô, 20.000 a 25.000 pequenos agricultores de Nariño cultivam 17.000 hectares, utilizando logística cooperativa para alcançar o Equador e as redes de varejo do interior. Os serviços de extensão da Unidade de Planejamento Rural Agropecuário aumentaram a produção nacional de ervilhas em 29% durante o primeiro semestre de 2025, completando a diversidade de oferta regional.

Cenário Competitivo

O mercado de ervilhas na América do Sul está crescendo à medida que grandes empresas multinacionais de grãos aproveitam redes de elevadores e plantas de esmagamento para integrar o fracionamento de ervilhas junto aos fluxos de oleaginosas, gerando economias logísticas e acordos estáveis de compra. Santa Fé concentra o principal processamento de soja da Argentina, permitindo que os operadores instalem silos de leguminosas e linhas de ervilha partida que suavizam as janelas de carregamento para exportação e reduzem o risco de sobrestadia. Como resultado, nenhum participante isolado detém mais de 12% da receita, conferindo ao mercado um equilíbrio entre escala e contestabilidade.

A diferenciação dos processadores concentra-se em certificações de segurança alimentar e ofertas de ingredientes funcionais. A AGBM fornece concentrados proteicos certificados sob FSSC 22000 e ISO 14001, atendendo a compradores europeus e norte-americanos que buscam insumos não geneticamente modificados. No Brasil, a R&S Blumos está escalando a tecnologia de extrusão úmida para marcas domésticas de carne à base de plantas, enquanto a pesquisa da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) sobre concentrados proteicos introduz opções de lentilha e grão-de-bico, oferecendo vantagens de custo e sabor em relação aos isolados de ervilha importados. Capital de risco e subsídios públicos estão apoiando plantas-piloto para produzir coprodutos de amido fracionado e fibra, diversificando os fluxos de receita além das vendas principais de proteína.

O Instituto Nacional de Sementes da Argentina tornará obrigatória a fiscalização de sementes de ervilha a partir de outubro de 2025, aumentando os custos de conformidade e melhorando a rastreabilidade para processadores voltados à exportação. No Brasil, as regras de nomenclatura propostas para alternativas à base de plantas permitem o uso de termos relacionados a animais nos rótulos dos produtos, desde que a imitação seja claramente indicada na embalagem. Isso oferece às marcas domésticas maior flexibilidade de marketing, mas introduz custos adicionais de design. Concomitantemente, os direitos antidumping impostos pelos Estados Unidos e pelo Canadá sobre a proteína de ervilha chinesa estão deslocando a demanda dos compradores para fornecedores sul-americanos. Essa tendência fortalece a economia local de fracionamento e promove maior consolidação entre empresas de médio porte capazes de atender aos requisitos de capacidade e certificação.

Desenvolvimentos Recentes do Setor

  • Outubro de 2025: O INASE (Instituto Nacional de Semillas) da Argentina emitiu a Resolução 489/2024, determinando que todas as sementes de ervilha sejam fiscalizadas até 1º de outubro de 2025, enrijecendo os requisitos de rastreabilidade e aumentando os custos de conformidade para pequenos agricultores. A regulamentação favorece participantes integrados de maior porte com programas certificados de multiplicação de sementes e fortalece os controles fitossanitários para os mercados de exportação.
  • Novembro de 2024: O Megaporto Chancay do Peru iniciou suas operações, reduzindo os tempos de trânsito para a Ásia em 10 a 12 dias e permitindo que as exportações de ervilha verde fresca cheguem aos mercados asiáticos premium com menores taxas de deterioração e maior qualidade no destino. A melhoria da infraestrutura portuária posiciona o Peru como fornecedor competitivo para a China e o Sudeste Asiático, sustentando a classificação do país como 6º entre os líderes nacionais de agroexportação em 2024.
  • Outubro de 2024: A Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Paraná assinou um acordo de contrapartida de USD 150.000 com o GFI Brasil para avançar projetos de pesquisa em proteínas alternativas, com a Confederação Nacional das Fundações de Apoio à Pesquisa projetada para avançar em uma cooperação semelhante em 2025. A parceria visa acelerar projetos de fracionamento em escala piloto e o desenvolvimento doméstico de ingredientes de proteína de ervilha.

Sumário do Relatório do Setor de Ervilhas na América do Sul

1. Introdução

  • 1.1 Premissas do Estudo e Definição do Mercado
  • 1.2 Escopo do Estudo

2. Metodologia de Pesquisa

3. Sumário Executivo

4. Market Landscape

  • 4.1 Market Overview
  • 4.2 Market Drivers
    • 4.2.1 Adoção crescente de dietas veganas e à base de plantas
    • 4.2.2 Demanda impulsionada por exportações para Europa e Ásia
    • 4.2.3 Cultivares de ervilha de alto rendimento aprimorados
    • 4.2.4 Incentivos governamentais de saúde do solo para rotação de leguminosas
    • 4.2.5 Investimentos locais em isolados de proteína de ervilha
    • 4.2.6 Integração vertical liderada por traders reduzindo custos logísticos
  • 4.3 Market Restraints
    • 4.3.1 Concorrência de sojas de maior margem
    • 4.3.2 Armazenamento e manuseio inadequados específicos para ervilhas
    • 4.3.3 Volatilidade de rendimento por microclimas andinos
    • 4.3.4 Restrições fitossanitárias de importação da China
  • 4.4 Opportunities
  • 4.5 Challenges
  • 4.6 Value Chain Analysis
  • 4.7 Technologies and usage of AI in the Industry
  • 4.8 Input Market Analysis
    • 4.8.1 Sementes
    • 4.8.2 Fertilizantes
    • 4.8.3 Produtos Químicos para Proteção de Culturas
  • 4.9 Distribution Channel Analysis
  • 4.10 Market Sentiment Analysis
  • 4.11 PESTLE Analysis

5. Tamanho do Mercado e Previsões de Crescimento (Valor e Volume)

  • 5.1 Por Geografia
    • 5.1.1 Argentina
    • 5.1.1.1 Análise de Produção (Área Colhida, Rendimento e Volume de Produção)
    • 5.1.1.2 Análise de Consumo (Valor e Volume de Consumo)
    • 5.1.1.3 Análise do Mercado de Importação (Valor de Importação, Volume e Principais Mercados Fornecedores)
    • 5.1.1.4 Análise do Mercado de Exportação (Valor de Exportação, Volume e Principais Mercados de Destino)
    • 5.1.1.5 Análise e Previsão de Tendências de Preços no Atacado
    • 5.1.1.6 Estrutura Regulatória
    • 5.1.1.7 Lista dos Principais Participantes
    • 5.1.1.8 Logística e Infraestrutura
    • 5.1.1.9 Análise de Sazonalidade
    • 5.1.2 Peru
    • 5.1.2.1 Análise de Produção (Área Colhida, Rendimento e Volume de Produção)
    • 5.1.2.2 Análise de Consumo (Valor e Volume de Consumo)
    • 5.1.2.3 Análise do Mercado de Importação (Valor de Importação, Volume e Principais Mercados Fornecedores)
    • 5.1.2.4 Análise do Mercado de Exportação (Valor de Exportação, Volume e Principais Mercados de Destino)
    • 5.1.2.5 Análise e Previsão de Tendências de Preços no Atacado
    • 5.1.2.6 Estrutura Regulatória
    • 5.1.2.7 Lista dos Principais Participantes
    • 5.1.2.8 Logística e Infraestrutura
    • 5.1.2.9 Análise de Sazonalidade
    • 5.1.3 DZô
    • 5.1.3.1 Análise de Produção (Área Colhida, Rendimento e Volume de Produção)
    • 5.1.3.2 Análise de Consumo (Valor e Volume de Consumo)
    • 5.1.3.3 Análise do Mercado de Importação (Valor de Importação, Volume e Principais Mercados Fornecedores)
    • 5.1.3.4 Análise do Mercado de Exportação (Valor de Exportação, Volume e Principais Mercados de Destino)
    • 5.1.3.5 Análise e Previsão de Tendências de Preços no Atacado
    • 5.1.3.6 Estrutura Regulatória
    • 5.1.3.7 Lista dos Principais Participantes
    • 5.1.3.8 Logística e Infraestrutura
    • 5.1.3.9 Análise de Sazonalidade

6. Aplicações Finais e Setores

  • 6.1 Aplicações Primárias e Aplicações Emergentes
  • 6.2 Desagregação do Consumo por Setores

7. Cenário Competitivo

  • 7.1 Overview of the Competition
  • 7.2 Recent Developments
  • 7.3 Market Concentration Analysis

8. Oportunidades de Mercado e Perspectivas Futuras

Escopo do Relatório do Mercado de Ervilhas na América do Sul

O Relatório do Mercado de Ervilhas na América do Sul é Segmentado por Geografia (Argentina, Peru e DZô). O Relatório Inclui Análise de Produção (Volume), Análise de Consumo (Valor e Volume), Análise de Importação (Valor e Volume), Análise de Exportação (Valor e Volume), Análise e Previsão de Tendências de Preços no Atacado, Lista dos Principais Participantes, Estrutura Regulatória, Logística e Infraestrutura e Análise de Sazonalidade. As Previsões de Mercado são Fornecidas em Termos de Valor (USD) e Volume (Toneladas Métricas).

Por Geografia
ArgentinaAnálise de Produção (Área Colhida, Rendimento e Volume de Produção)
Análise de Consumo (Valor e Volume de Consumo)
Análise do Mercado de Importação (Valor de Importação, Volume e Principais Mercados Fornecedores)
Análise do Mercado de Exportação (Valor de Exportação, Volume e Principais Mercados de Destino)
Análise e Previsão de Tendências de Preços no Atacado
Estrutura Regulatória
Lista dos Principais Participantes
Logística e Infraestrutura
Análise de Sazonalidade
PeruAnálise de Produção (Área Colhida, Rendimento e Volume de Produção)
Análise de Consumo (Valor e Volume de Consumo)
Análise do Mercado de Importação (Valor de Importação, Volume e Principais Mercados Fornecedores)
Análise do Mercado de Exportação (Valor de Exportação, Volume e Principais Mercados de Destino)
Análise e Previsão de Tendências de Preços no Atacado
Estrutura Regulatória
Lista dos Principais Participantes
Logística e Infraestrutura
Análise de Sazonalidade
DZôAnálise de Produção (Área Colhida, Rendimento e Volume de Produção)
Análise de Consumo (Valor e Volume de Consumo)
Análise do Mercado de Importação (Valor de Importação, Volume e Principais Mercados Fornecedores)
Análise do Mercado de Exportação (Valor de Exportação, Volume e Principais Mercados de Destino)
Análise e Previsão de Tendências de Preços no Atacado
Estrutura Regulatória
Lista dos Principais Participantes
Logística e Infraestrutura
Análise de Sazonalidade
Por GeografiaArgentinaAnálise de Produção (Área Colhida, Rendimento e Volume de Produção)
Análise de Consumo (Valor e Volume de Consumo)
Análise do Mercado de Importação (Valor de Importação, Volume e Principais Mercados Fornecedores)
Análise do Mercado de Exportação (Valor de Exportação, Volume e Principais Mercados de Destino)
Análise e Previsão de Tendências de Preços no Atacado
Estrutura Regulatória
Lista dos Principais Participantes
Logística e Infraestrutura
Análise de Sazonalidade
PeruAnálise de Produção (Área Colhida, Rendimento e Volume de Produção)
Análise de Consumo (Valor e Volume de Consumo)
Análise do Mercado de Importação (Valor de Importação, Volume e Principais Mercados Fornecedores)
Análise do Mercado de Exportação (Valor de Exportação, Volume e Principais Mercados de Destino)
Análise e Previsão de Tendências de Preços no Atacado
Estrutura Regulatória
Lista dos Principais Participantes
Logística e Infraestrutura
Análise de Sazonalidade
DZôAnálise de Produção (Área Colhida, Rendimento e Volume de Produção)
Análise de Consumo (Valor e Volume de Consumo)
Análise do Mercado de Importação (Valor de Importação, Volume e Principais Mercados Fornecedores)
Análise do Mercado de Exportação (Valor de Exportação, Volume e Principais Mercados de Destino)
Análise e Previsão de Tendências de Preços no Atacado
Estrutura Regulatória
Lista dos Principais Participantes
Logística e Infraestrutura
Análise de Sazonalidade

Principais Perguntas Respondidas no Relatório

Qual é o tamanho do mercado de ervilhas da América do Sul em termos de valor para 2026?

Projeta-se que o mercado supere USD 1,28 bilhão em 2026, acompanhando o CAGR de 5,34% descrito neste relatório.

Qual país lidera a produção atual de ervilhas na América do Sul?

A Argentina lidera a produção regional, respondendo por 41,00% da receita de 2025.

Como as tarifas chinesas afetam as exportações de ervilhas sul-americanas?

A tarifa de 100% da China sobre ervilhas canadenses redireciona os compradores para o fornecimento argentino e peruano, elevando os volumes de remessa e os preços no curto prazo.

Quais lacunas de infraestrutura prejudicam a competitividade dos pequenos agricultores?

Instalações limitadas de armazenamento ventilado e manuseio em Nariño, Cusco e províncias secundárias argentinas forçam vendas em situação de dificuldade que reduzem a renda agrícola.

Há investimentos em andamento para localizar a produção de isolados proteicos?

Sim, plantas de extrusão úmida e fracionamento no Brasil e na Argentina recebem financiamento público e privado para reduzir a dependência de isolados importados e fortalecer a captura de valor.

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